Nos últimos anos, o número de mulheres que decidem empreender após a maternidade tem crescido de forma consistente no Brasil e até mesmo no mundo.
De acordo com uma pesquisa do Sebrae, 67% das empreendedoras femininas no Brasil são mães. Na mesma pesquisa, designada ao “Empreendedorismo Feminino”, de 2023, 68% delas disseram que a dedicação aos filhos influenciou muito a escolha de empreender, enquanto que este número entre os homens foi de 56%.
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Mas por que isso acontece?
Será porque a maternidade não transforma apenas a rotina, mas também redefine as prioridades que essa mãe terá daqui para frente? É sobre isso que vamos falar aqui.
Maternidade e Empreendedorismo
De acordo com um levantamento realizado pela Fundação Getulio Vargas (FGV), cerca de 50% das mulheres que se tornam mães acabam sendo desligadas do trabalho em até dois anos após o retorno da licença-maternidade. Provavelmente, você já deve ter conhecido uma mãe que passou por essa situação ou até mesmo alguém que simplesmente quis largar o emprego para dar total atenção ao novo membro da família.
Mas vale destacar que esse dado da FGV evidencia um desafio estrutural do mercado de trabalho brasileiro, a dificuldade de conciliar carreira e maternidade em ambientes corporativos ainda pouco adaptados à nova dinâmica familiar. E é aí que o empreendedorismo entra na vida dessas mulheres, ele veio como uma alternativa profissional: com estratégia de autonomia, geração de renda e reconstrução de uma trajetória.
Contudo, a decisão de empreender após se tornar mãe está geralmente associada a alguns fatores como:
Busca por flexibilidade e autonomia
A rigidez do mercado de trabalho tradicional muitas vezes não dialoga com a nova dinâmica familiar. Com o empreendedorismo, é possível ajustar horários, trabalhar de forma híbrida ou remota e ter maior controle sobre a própria agenda.
Trabalhos com impacto social
Para quem não sabe, a maternidade provoca uma mudança profunda de perspectiva. Muitas mulheres passam a buscar negócios alinhados a valores que conversem com a realidade dela. Essa conexão entre propósito e negócio é uma tendência forte no empreendedorismo feminino.
Identificação de oportunidades
Um exemplo do que queremos dizer aqui é que muitas startups e negócios liderados por mães nascem da própria experiência da maternidade, ou seja, a dor vira oportunidade de mercado.
Aí nascem os negócios criados por mães.
Uma nova narrativa de liderança
O empreendedorismo pós-maternidade não é apenas uma alternativa profissional, ele veio para criar uma nova forma de liderança, um modelo de negócios mais humano e um olhar mais atento às demandas da sociedade.
Um exemplo claro do fenômeno que discutimos aqui foi destacado pela Forbes Brasil: muitas mulheres brasileiras que hoje são empreendedoras criaram seus negócios a partir das próprias experiências ligadas à maternidade. Segundo a reportagem, quase 80% dessas empreendedoras decidiram abrir suas empresas depois de terem filhos, motivadas pela vontade de solucionar dificuldades que elas mesmas vivenciaram, desde a falta de acolhimento no sistema de saúde até a necessidade de conciliar de forma mais flexível trabalho e vida familiar.
No artigo, são apresentadas diversas histórias de mulheres que transformaram desafios pessoais em negócios.
O papel dos ecossistemas de inovação no fortalecimento do empreendedorismo feminino
Empreender depois da maternidade vai muito além de formalizar um negócio (e não é tão fácil assim). Trata-se, muitas vezes, de reconstruir a própria identidade profissional, reorganizar prioridades e transformar uma experiência pessoal em uma solução que pode impactar outras pessoas. É um processo desafiador, emocional e financeiro. Nesse contexto, contar com uma rede estruturada de apoio faz toda a diferença. É justamente aí que entram as redes de apoio, como os ecossistemas de inovação.
Eles são ambientes estruturados que oferecem infraestrutura, orientação, escuta e direcionamento estratégico. Para muitas mulheres, isso representa segurança para testar ideias, validar modelos de negócio e crescer com consistência.
Aqui no Itaipu Parquetec, por exemplo, atuamos como um meio para esse movimento ao disponibilizar:
- Programas de pré-incubação e incubação
- Aceleração de startups
- Conexão qualificada com o mercado
- Mentorias estratégicas
- Infraestrutura tecnológica
- Articulação com políticas públicas
Mais do que apoiar negócios, nós impulsionamos trajetórias. Não é à toa que existe o programa Hangar Mulheres, iniciativa voltada ao fomento do empreendedorismo feminino e ao fortalecimento de ideias inovadoras lideradas por mulheres. A terceira edição será lançada em breve, ampliando ainda mais as oportunidades para quem deseja transformar conhecimento e experiência em uma solução, seja para o mercado ou não.
Para saber mais detalhes sobre o Programa, nos acompanhe por meio do nosso Instagram, por lá divulgamos muitas novidades que podem ser do seu interesse.