Quem não conhece Foz do Iguaçu não sabe o que está perdendo. A cidade abriga as Cataratas, eleitas uma das 7 Maravilhas Naturais do Mundo; uma fronteira que conecta três países em um só lugar; uma biodiversidade que rivaliza com grandes destinos internacionais.
E também é casa da Itaipu Binacional, uma das maiores obras de engenharia do mundo e um verdadeiro orgulho nacional, que vai muito além da geração de energia. Seu complexo turístico atrai visitantes de diferentes perfis, de famílias e estudantes a pesquisadores, engenheiros e universidades, fortalecendo o turismo técnico-científico da região. Foz é uma experiência que fica marcada para sempre em quem a visita.
Mas, por trás de cada turista que se encanta, existe uma pergunta que precisa ser respondida: quem é esse turista? De onde ele vem? Quanto ele gasta? O que o atrai? E o que ainda pode ser melhorado para que ele volte?
Responder a essas perguntas com informações precisas, e não com suposições, é o trabalho realizado pelo Observatório Nacional de Turismo Sustentável, e é sobre isso que vamos falar aqui.
Observatório Nacional de Turismo Sustentável
O Observatório Nacional de Turismo Sustentável, sediado em Foz do Iguaçu, é uma iniciativa conjunta nossa, do Itaipu Parquetec, do Ministério do Turismo (MTur) e da Itaipu Binacional, criada para oferecer ao Brasil um espaço de referência em informações sobre o setor turístico. O objetivo é a sistematização de dados pulverizados e a produção de novos dados para gerar inteligência turística e subsidiar a tomada de decisões pelos diversos atores do mercado turístico.
Alinhado à Rede Brasileira de Observatórios de Turismo (RBOT), esse Observatório adota padrões nacionais de pesquisa que permitem comparações entre diferentes destinos e períodos. E mais do que coletar dados, ele também tem como missão transformar informação em subsídio para gestores públicos, empresas do setor, pesquisadores e parceiros.
Como são realizadas as pesquisas?
São realizadas pesquisas e levantamentos com metodologia estruturada, com destaque para a Pesquisa de Demanda Turística de Foz do Iguaçu, que analisa o perfil dos turistas, seus hábitos de consumo, motivações de viagem, tempo de permanência e percepção sobre o destino. Os estudos são baseados em questionários adaptados do modelo da RBOT (2022) e aplicados por pesquisadores treinados pelo próprio Observatório.
A coleta acontece de forma 100% digital, com uso de tablets e sistema de monitoramento em tempo real, garantindo agilidade, rastreabilidade e a conformidade com as normas de anonimato e consentimento dos participantes.
Já foram realizadas coletas em pontos escolhidos nos principais eixos de entrada e saída de Foz do Iguaçu.
- Ponte Internacional da Amizade.
- Ponte Tancredo Neves.
- Rodoviária Internacional.
- Aeroporto Internacional de Foz do Iguaçu.
- Posto da Polícia Rodoviária Federal na BR-277.
- Centro de Visitantes das Cataratas Brasileiras.
O público-alvo foram turistas brasileiros e estrangeiros, não residentes na região da tríplice fronteira e que moravam a mais de 100 km de Foz do Iguaçu, garantindo que os dados refletissem a demanda turística, e não o movimento local.
Após a coleta, os dados são tabulados, analisados e apresentados em gráficos e tabelas comparativas, inclusive com cruzamentos com pesquisas anteriores e estudos nacionais do setor.
O que os dados revelam?
Os resultados das pesquisas oferecem uma visão multidimensional do turista que visita Foz do Iguaçu. Entre os aspectos mapeados, se destacam:
Quem é o turista:
Os estudos descrevem o perfil socioeconômico dos visitantes, faixa etária, escolaridade, renda e sua procedência, revelando quais regiões do Brasil e do mundo mais mandam turistas ao destino.
Como ele organiza a viagem:
O levantamento analisa se o turista viaja sozinho, em família ou em grupo, quanto tempo fica na cidade, como planeja o roteiro e quais canais usa para se informar.
Como e quanto ele gasta:
O comportamento de consumo é um dos dados mais valiosos para o setor: onde o turista gasta, quanto investe em hospedagem, alimentação, atrações e compras.
O que ele visita e como avalia:
Os atrativos mais frequentados são mapeados, assim como a avaliação que o turista faz da infraestrutura turística, transporte, sinalização, atendimento, segurança.
Alta e baixa temporada: existem diferenças?
Sim. E os dados permitem comparar o comportamento entre os dois períodos, oferecendo ao destino ferramentas para equilibrar o fluxo ao longo do ano.
Tudo isso e mais informações, você pode encontrar aqui: https://www.itaipuparquetec.org.br/relatoriosepublicacoes/
Como esses dados apoiam o planejamento do destino?
Dados sem uso são apenas números, o diferencial do trabalho desenvolvido pelo Observatório está na aplicabilidade dos resultados. As pesquisas de demanda turística de Foz do Iguaçu são instrumentos para:
Gestores públicos que precisam embasar políticas de turismo, planos de marketing e investimentos em infraestrutura.
Empresas do setor que buscam entender melhor seu cliente e tomar decisões de posicionamento com mais segurança.
Parceiros institucionais que, em processos de formalização de acordos e convênios, necessitam de evidências sobre a capacidade técnica e o impacto do trabalho desenvolvido.
Pesquisadores e universidades que atuam no campo do turismo sustentável e buscam dados primários confiáveis.
O material produzido pelo Observatório é exatamente o tipo de suporte técnico que fortalece parcerias e amplia a credibilidade das nossas iniciativas no setor do turismo.
Essas pesquisas já são referência para o planejamento estratégico de Foz do Iguaçu. E estamos prontos para ir além, impulsionando um turismo mais inteligente, sustentável e inclusivo na região da tríplice fronteira e em outras regiões do Brasil.