A robótica industrial vive um novo momento, mais conectado, mais inteligente e cada vez mais presente fora das linhas de produção.
Se antes os robôs estavam concentrados em tarefas repetitivas dentro das fábricas, hoje avançam para funções estratégicas, como inspeção, monitoramento e coleta de dados em campo.
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É nesse ponto que o Spot, robô quadrúpede da Boston Dynamics, ganha relevância para a indústria brasileira.
Como o Spot funciona?
Entre suas diversas aplicações, o Spot se destaca em ambientes onde a atuação humana apresenta riscos ou limitações operacionais.
Com alta mobilidade e autonomia, o robô se desloca por diferentes tipos de terreno e é equipado com sensores avançados, como: câmeras 360°, sensores de profundidade, LiDAR, câmeras térmicas e microfones, que permitem capturar, processar e transformar dados do ambiente em informações acionáveis.
Isso viabiliza aplicações como manutenção preditiva, monitoramento de ativos e identificação de anomalias, ampliando a capacidade de análise e resposta da operação.
Além do contexto industrial, o Spot também pode atuar como suporte em situações de emergência, permitindo a coleta antecipada de informações visuais em áreas de difícil acesso, como cenários com escombros, e contribuindo para a preparação das equipes.
É esse conjunto de capacidades que vem sendo validado em aplicações no Brasil. Um exemplo:
Desde novembro de 2023, essas capacidades vêm sendo testadas nas instalações de pesquisa da Petrobras, localizadas na Ilha do Fundão.
Operando em rede 4G, o Spot demonstrou sua capacidade de navegação autônoma e geração de mapas tridimensionais, além de um desempenho consistente em inspeções termográficas, leitura de dados de sensores e apoio a análises operacionais.
Com resultados positivos, a iniciativa avança para uma nova fase, que inclui a ampliação dos testes em uma infraestrutura dedicada de rede 5G e a exploração de novas aplicações.
Os testes fazem parte do projeto Critical Tech, e resultam de uma colaboração entre nós, Itaipu Parquetec e a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), com desdobramentos previstos também para a Itaipu Binacional.
Por que isso importa para a indústria brasileira?
A indústria brasileira opera sob uma combinação desafiadora: ativos críticos distribuídos, ambientes operacionais complexos e limitações estruturais na frequência e profundidade das inspeções.
E o ponto aqui não é apenas automatizar tarefas, é ampliar a capacidade de leitura da operação.
A adoção de robôs móveis como o Spot introduz uma nova lógica: inspeções deixam de ser eventos pontuais e passam a operar como fluxos contínuos de dados. Isso muda a forma como falhas são percebidas, como riscos são antecipados e como decisões são tomadas no dia a dia.
Isso significa sair de uma operação reativa, baseada em intervalos e ocorrências, para uma operação orientada por evidências, com maior previsibilidade, consistência e segurança.
Do potencial à aplicação prática
Como mencionado na introdução deste artigo, a robótica já é reconhecida no Brasil, e o avanço dessa tecnologia ganha força com a nossa atuação em parceria com a Boston Dynamics, que vai além do acesso ao robô e contempla:
- aplicação em ambientes industriais;
- equipe técnica especializada;
- suporte à implementação: as equipes realizam o entendimento das demandas do mercado para estruturar aplicações sob o viés técnico, considerando as capacidades do Spot e a viabilidade econômica de sua adoção;
- treinamentos voltados à capacitação de profissionais de diferentes segmentos interessados em aplicar o Spot em suas operações.
Esse modelo permite que empresas adotem a robótica de forma estruturada, conectando inovação às demandas da operação.
Converse com nossa equipe e leve o Spot para sua operação: https://campanha.itaipuparquetec.org.br/spotbp/
Uma vez que, ele representa uma mudança na forma como a indústria enxerga inspeção, risco e tomada de decisão.